segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ambiente gráfico positivo ou negativo?


Os alunos quando começam a trabalhar com os perfis grafológicos manifestam alguma dúvida para determinar o sentido positivo ou negativo do “ambiente” gráfico.

Não podemos perder de vista o fato de que num ambiente positivo, devemos encontrar certos defeitos, assim como num ambiente negativo devemos buscar coisas boas.

As dúvidas decorrem do fato de pensarmos que num ambiente positivo só encontraremos coisas positivas, e que num ambiente negativo só detectaremos coisas negativas. Isto não é verdade.

Lembro sempre aos alunos que não somos apenas positivos ou apenas negativos. Somos um somatório de aspectos positivos e negativos, havendo sempre a predominância de um sobre o outro. Somente em teoria é que analisamos os aspectos como positivos ou negativos.

Na verdade devemos considerar que, por mais que um ambiente gráfico seja positivo, nele vamos encontrar, através de pequenos gestos ou micro-gestos, os sinais que vão dizer do “outro lado” daquela personalidade que pode, num momento inoportuno, se revelar e se mostrar de outra forma.

Vamos dar como exemplo o caso de uma letra de tamanho pequeno, estreita, mas com bom aproveitamento do espaço, mostrando claridade e legibilidade. Isto nos dará, imediatamente, um ambiente gráfico positivo. Todavia, não podemos desconhecer que essa mesma pessoa pode, em certos momentos, ter atitudes de avareza (escrita pequena e estreita) pois, este é o informe negativo desse mesmo gesto gráfico. Igualmente, quando estamos trabalhando em um ambiente gráfico negativo, temos de levar em conta as possíveis atitudes positivas desse mesmo ambiente.

E por ai se vai trabalhando, num processo de mão dupla (mão e contramão), encontrando aspectos positivos (que contêm os negativos e vice-versa), sem deixar de ter em conta as dominantes da grafia, analisando cada sinal sempre dentro do seu contexto e, também, sem perder de vista o temperamento sanguineo do indivíduo, que pode nos indicar exatamente “o outro lado”, assunto muito bem explanado por Jean-Charles Gille-Maisani em “Grupo Sanguíneo y Personalidad”, Ed. Herder, 1994, obra que estou sempre a indicar.

Costumo dizer aos alunos que ninguém é 100% positivo e nem 100% negativo. Assim, temos de reconhecer, através do método grafológico, os quantitativos negativos existentes num ambiente positivo e, igualmente, os quantitativos positivos constante num ambiente negativo.

Prof. Eduardo Evangelista

3 comentários:

Lílian disse...

Olá professor, gostei muito do blog.
Tá sendo excelente aprender mais sobre a grafologia, não sabia que podíamos conhecer tanto uma pessoa apartir de sua escrita.

Valeu pelas dicas, se cuida.

bjosss

Leila disse...

Parabéns Prof. pelo profissionalismo, pela maneira como trasnsmite conhecimento e pelo blog, que esta cada vez melhor e agregando muitos valores.

Boa sorte.

Abs

eleonora disse...

Querido professor,

Adorei seu blog.Não tinha noção da riqueza de informações que existe na grafologia.Parabéns pelo maravilhoso trabalho.

Um grande abraço,

Eleonora Fernandes
eleonorasfernandes@gmail.com
Salvador-Ba.